Tenho sentido uma carga imensa em minha cabeça. Uma pressão enorme desse mundo externo. Quisera eu poder continuar vivendo numa bolha. Dizer uma bolha, não me refiro a placenta de minha mãe, mas sim na bolha que sempre disse que vivia. Até algum dia desses. Não sei a força, nem sei que inércia é essa que me mantém em pé fora dessa bolha, que já sinto tanta falta. Sei que me sinto cansada, querendo retornar às origens, querendo desistir. Não quero ser fraca a tal ponto, não quero parecer covarde. É difícil, é complicado.
Sinto que minha mente já não está trabalhando bem, consequentemente meu corpo também não. Essa conexão depende uma da outra. As emoções de qualquer ser interferem em seu corpo e seu bom funcionamento. Preciso buscar alguma solução, e tenho certeza que dentro de mim. Não sei como começar, não sei o que fazer. A única certeza que tenho é que realmente necessito manter minha fieldade às minhas necessidades próprias. Cuidar de mim, talvez. Quem sabe assim não resgate minha auto-estima, e essa carga, nem que seja parcialmente, diminua.
domingo, 27 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Saudosismo.

Para alguns, o brasileiro é demasiado saudosista. Não é culpa nossa se a língua portuguesa - ou brasileira, como a chamam na França - é a única a possuir a palavra "saudade". Não é como o "tu me manques", que fala de sentir falta. É saudade. Fácil de entender e difícil de explicar.
Daniel Cariello.
Não consigo explicar a saudade. Não sei se ela é tão complexa assim, que nenhuma língua, se não a nossa, conseguiu transpassar esse belo sentimento pra uma palavra, ou se é simples demais, que todo mundo sente, mas ainda assim, parece um tanto quanto inexplicável. Sei que sinto, e agora, nesse exato momento, isso basta.
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