segunda-feira, 14 de abril de 2014

E quem sabe.

Ao mesmo tempo que instiga, tortura. 
Dói observar os caminhos tomando rumos completamente opostos. 
Dói observar vidas com desfechos diferentes do que você esperava. 
Esperar, mesmo sem saber, que todos os seus planos podem desaparecer antes mesmo de terem sido realizados. 
Carregar uma culpa, a qual você nunca imaginou tomar tamanha proporção. Juntamente com uma angústia constante no peito.
É como parar num beco sem saída. 
Ao mesmo tempo, é como parar numa avenida extremamente movimentada e ter que escolher qual o caminho da bifurcação é o certo.

A única certeza que movia, hoje não passam de dúvidas. Que ferem o peito. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Uma vez, incerto

Vou dizer algo que me veio agora em mente: a incerteza é o que nos move.
E uma das únicas coisas que posso ter certeza é que o incerto nos acompanha, e essa é a beleza.
Por sempre, quis ter a certeza de que tudo vai dar certo. Mas pra quê?
Hoje, prefiro seguir sem saber do que me espera. Do que adiantaria? E qual graça teria?
É tão melhor ter um mistério que nos dê força pra seguir.
Sem comunismo, sem comodismo.
Sabendo que numa brisa de vento, pode tudo mudar. Por que se acomodar?

Se vou te ter para todo o sempre? Não sei. E por não saber, quero que o presente seja o melhor possível. Quero te aproveitar cada segundo, te amar, afagar, acariciar. Quero ter a incerteza de que tudo pode acontecer e lutar pro melhor (de nós) ficar.

Eu te amo mesmo com a incerteza de um futuro que talvez nunca virá. Ou virá. E o que tiver de ser, será.
No hoje, é com você que eu quero ficar.