quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Fim do mundo.

Faltam alguns minutos para o mundo "acabar" segundo a teoria dos Maias. Então, antes que isso aconteça, eu só quero deixar registrado que se 2012 fosse o último ano da minha vida, ele seria completamente memorável e importante, cheio de felicidades e conquistas para mim. E valeu a pena cada segundinho vivido ao lado das pessoas que traçaram meu caminho. Eu morreria feliz. Por tudo que consegui fazer nesse pouco espaço de tempo vivido. Pode não ter sido coisas enormes, mas que com certeza, coloquei meu coração na maioria delas.

2012, em especial, conseguiu fazer com que toda minha vida fizesse um pouco mais de sentido. Chato seria se tudo acabasse enquanto estou no auge da vida. Mas ainda assim, continuaria feliz.


E que se ele não acabar, eu quero aproveitar o restante que der para aproveitar, e com ele. Quero fazer mais coisas diferentes, quero sempre me renovar. Quero uma leveza de vida, um amor como o que eu sinto agora, que ele perdure. E continue.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A sua.

Acho que chegou o momento de postar a música que faz jus ao nome do meu blog.
É que agora ela se encaixa perfeitamente em minha vida.



"Eu só quero que você saiba que estou pensando em você, agora e sempre mais. Eu só quero que você ouça a canção que eu fiz pra dizer que eu te adoro cada vez mais, e que eu te quero sempre em paz.

Tô com sintomas de saudade, tô pensando em você. E como eu te quero tanto bem... Aonde for não quero dor, eu tomo conta de você. Mas te quero livre também, como o tempo vai e o vento vem.

Eu só quero que você caiba no meu colo porque eu te adoro cada vez mais. Eu só quero que você siga para onde quiser, que eu não vou ficar muito atrás."

MONTE, Marisa. A sua.



domingo, 7 de outubro de 2012

É bem por aí...

Transformou-se. Como uma flor brotando ao raiar do dia. Como uma metamorfose de uma borboleta. Como uma expansão tão intensa de emoções...
Agora encontra-se no mais simples dos toques, na conversa mais fantasiada, nos risos e sorrisos mais bestas e olhares mais radiantes.
Estamos construindo nossa própria existência. Nosso próprio "eu". Eu nele, ele em mim. Nós. Um nós que passa a existir numa fusão de um só corpo, como dois em um, como se dois corpos ocupassem o mesmo lugar. Numa energia envolvente tão forte que nem explicações há.
E tudo ao redor passa a fazer sentido, passa a ter graça, passa a valer a pena. Só em saber que amanhã seremos novamente nós.

Cada dia que passa, nossa construção aumenta.
E só cresce.
Cada vez mais.

domingo, 16 de setembro de 2012

Parece sonho.

Não quero escrever nada bonito, meu dia cheio de sentimentos foi todo demonstrado hoje. Em gestos, palavras, olhares e toques. Só gostaria de deixar algum registro da proporção do que foi sentido... Nem consigo explicar, foi algo que preencheu totalmente meu ser.
Bem, vou dormir, estupidamente leve com a felicidade plena de um dia como este.

Marisa consegue exatamente traduzir o que se passa agora.

"E no meio de tanta gente eu encontrei você. Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio. E eu que pensava que não ia me apaixonar nunca mais na vida… 
Eu podia ficar feio, só, perdido. Mas com você eu fico muito mais bonito, mais esperto.
E podia estar tudo agora dando errado pra mim, mas com você dá certo.
Por isso não vá embora, por isso não me deixe nunca, nunca mais."



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Partes de um todo, 1.

Eu ainda me importo com as criancinhas da África.  Me emociono com essas coisas, pesadamente. Ainda faço doações sempre que possível. Ainda olho a lua todos os dias. Procuro espelhos, com um pouco de receio em perder uma face de juventude, confesso. Ainda ouço o barulho do mar, chuva e pássaros em sites da internet. Minha coleção de mantras aumentou. Fiquei triste quando perdi meu CD de aromas. Westlife ainda existe em minha playlist. Como todas as unhas quando estou nervosa, é. Isso não muda. O bom é que tenho ficado nervosa menos vezes - meus trigger points crônicos doem menos! Às vezes meu esmalte ainda fica na metade da unha por dias. Ah, meus dentes não ficam mais dormentes quando bebo, agora são as pontas dos dedos. Provavelmente tenho alguma complicação vascular. Cerveja ainda é preferência e Heineken continua no meu topo. Meu colesterol aumentou, mas agora consegui deixar na média. Tento deixar minha vida sedentária de lado. Passei a comer salada! Açaí também me encantou. Tomate, virou paixão. Fui conquistada pelo método Pilates e tiro disso algumas formas de filosofia de vida. Conexão corpo-mente me ajudou tanto, a fluidez... Outra paixão. Consegui mais alongamento de isquiotibiais, ê! Adorei uma área da fisioterapia em que vivia dizendo que iria odiar: ginecologia e obstetrícia. Pediatria e neurologia me fascinaram. Que honra um dia poder exercer esses meus "poderes" - espero ter competência. Perdi o "medo" de ser uma péssima motorista, agora eu vou de cara mesmo. Ainda durmo em qualquer lugar, principalmente lendo. Ainda uso all star, só que menos. Meu astigmatismo nem aumentou e minha visão hoje dói menos. Não troco as cordas do meu baixo há anos, mas ainda toco nele sempre que possível. Minhas experiências em relacionamentos amorosos mudaram, aumentaram.
E assim vai... Partes de mim continuam, partes se foram. E a essência, acredito que permanece, sempre.

"Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos..." (Freud)

sábado, 30 de junho de 2012

À nossa maneira.


Evolui, no tempo certo. Só faz crescer... Peito expande, coração. Acima de tudo, até da razão.
Tem calma. À nossa maneira, é mistério. Como acontece, quem sabe? Mas sente. E aumenta, e tanto... Fica quase completo.
Na parede, filmes naturais formados por uma fresta de luz. Em cores, quem diz? É aquilo de novo, mistério. O relógio parece até fugir e só voltar depois. Vês! O tempo parou num momento. Mas já? Escureceu. Clareou.
É que, com você, até fazer nada é fazer tudo, tudo certo.
Te preciso, agora, meu bem. Te quero!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Vai, desprende...

Não machuca, por favor. Solta, um pouco, se solta. Desprende. Olha! Eu tô aqui. Sempre, todo o tempo. E você, onde está? O que pensa, em quem pensa? Esqueceu? Continua. Decide. É porque às vezes dói. E parece uma ligação misteriosa que não vai embora. Não vai. Seria um carma? Que nem é meu. Aí pesa, e como pesa. Até quando? E tudo? Difícil deixar acontecer, difícil esperar pelo que talvez nem há. Ou há? E quem sabe, e quem irá dizer? Tento naufragar os pensamentos, em vão. Eles vagam pelo mundo todo, dando um milhão de finais. Um milhão de histórias diferentes, com desfechos diferentes. E qual deles faço parte? Deixa ir embora... Vem comigo. Mergulha no novo, cai de cabeça. Só tenho medo. Medo de me afogar.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Transição.

Não sei muito bem como externar o que sinto nesse momento. Something está no play, amanhã tem show do Paul McCartney. Tudo dando muito certo que chega até a assustar. Seria um dos dias que eu dizia ser o mais esperado de muitos anos. Eu dizia. Só que daquele tempo pra cá mudanças aconteceram tão rápido que quando vi, já foi. Já foi tudo. E tanta coisa ficou pra trás, tantos planos, tantas memórias. Tanta coisa mudou. Momentos que hoje aparentam nem ter existidos. Por que? É estranho demais pensar atrás e sentir um vazio. Falta aquilo, um pouco daquilo. E falta mesmo. E lembranças ainda voltam, de outra forma. Como um presente tão ausente... Até dói um pouco saber que nem um pouquinho daquilo vai voltar. É como se uma antiga Catarina tivesse deixado de existir e uma nova tivesse nascido, e às vezes ela me faz tanta falta. Natural de acontecer, acredito. Mas não faz sentido ela voltar a existir. O agora, que não sei de nada, ainda nem me conheço completamente. Não quero mais ficar me questionando do que ou como vai ser. Apenas deixo ser. Entreguei-me à vida, enquanto um novo "eu" entra em formação. Espero que ele seja melhor do que o antigo. Que ele me surpreenda positivamente e que a felicidade permaneça até o fim. Deixo aquela antiga lá, guardada num vão de memórias.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ainda se sente.



Faz dia, tarde ou noite. Só vê-se o roxo. Há também verde, azul, vermelho.
Um olhar diferente, ainda se sente... Transborda por ele. Passa a mensagem. Subjetivamente....
E rente, ainda que não consiga se ver, ainda se sente. Sente no cheiro e na ponta dos dedos. Sente com o corpo todo e até a alma no meio. Sente de perto, de longe, por metade ou por inteiro.
E nada sabe, nada é dito. Mas é tudo, tudo é, muito bem sentido.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Coisas da vida.





Quando a gente perde alguém querido, percebemos tanta coisa que passa despercebido.
Coisas que esquecemos de dar importância, preocupando-se e estressando-se por motivos tão pequenos e banais. Pessoas que estão ali tão sempre e passam despercebidas aos nossos olhos.
O tempo acelera demais, e quanto tempo perdemos insistindo em adiar as coisas...
A vida tem sido tão incógnita pra mim que vez ou outra desisto de entendê-la. Mas hoje foi um dia muito reflexivo. Preciso, e tanta gente precisa, de uma reforma interna tão grande. Menos adiamento. Mais intensidade. Mais amor, mais bondade, mais energias boas.

É como se fosse uma parte da família que tivesse partido pr'aquele lugar incerto que ainda não sei. Mas voa e descansa em paz, meu querido.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012.

Mais um ano passou e aqui estou novamente. Estou viva, yey, isso é bom. Pensemos assim.
Entretanto, se paro e faço a retrospectiva do que passou, impressionantemente, 2011 conseguiu ser ainda pior. Em tantos aspectos: profissional, pessoal, familiar. No amor. Talvez pior seja uma palavra pesada. Mas foi um ano bastante difícil. Só espero que pelo menos eu tenha aprendido alguma coisa e tirado disso um pouco mais de maturidade.
Há um momento em que penso 'chega'. Não criarei mais expectativas, não adianta botar tanta carga em uma coisa e se ela não acontece do jeito que você planejou, a queda é ainda maior. Agora vai ser diferente. Agora eu deixo tudo fluir. Sem esperar nada de ninguém, fazer sem esperar de volta. Que aconteça o que tiver de acontecer. Me deixo levar...
Só peço que o universo me emita energias com uma enorme carga de positividade. And that's all.
Que venha o novo.