Era uma explosão de calor verdadeiro que incendiava-lhe o corpo, transpirando euforia da alma em ebulição.
Tão inebriante e tão visceral. Ofuscando a visão pelas chamas vorazes, que ardia o peito e queimava seus medos.
Não achava sentido. Sem saber, ela apenas sentia. E aquilo se expandia de maneira tão fugaz, quisera entender o que havia...
Seria, de fato, aquele rapaz?
Aclamando pelo mar, precisava acalmar a flama que tanto ascendia. Banhar-se de ondas e de poesia.
E, de alguma forma, precisava submergir naquelas águas...
Que salgam o corpo e adoçam a alma.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Noite vazia
O marcador piscava num vão branco, vazio.
Queria tirar um pouco da cabeça o que lhe apertava no coração.
Mas não conseguia. Porque estava imóvel, porque nem mesmo sabia o que sentia.
A caneca preta que trouxe do Rio, cheia de café, fazia um círculo marrom borrando sua mesa branca.
Forte e amargo. Tão amargo quanto sentia sua vida naquele momento.
Talvez o comodismo tenha deixado-a desse jeito, amarga.
De repente um vazio substancial ocupava parte de tudo.
Como pode? Um vazio ocupar um todo... Mas era essa a sensação.
E ficava se questionando: 'pra onde foram os sonhos que me nutria?'
Não mais se sentia tão viva quanto antes. Queria liberdade, e a tinha. Mas não do jeito que gostaria. Chegava até ser controverso. Porém, sua liberdade largada e solitária não preenchia seus desejos.
Sem saber a quem pedir socorro, chorou. Chorou lágrimas de desabafo numa solidão escondida. Sozinha. Queria fugir e ao mesmo tempo ficar.
Desesperada e presa naquela bolha momentânea, abriu e tomou uma garrafa de vinho para tentar anestesiar um pouco suas dores.
E entorpecida nas suas fraquezas, dormiu.
Queria tirar um pouco da cabeça o que lhe apertava no coração.
Mas não conseguia. Porque estava imóvel, porque nem mesmo sabia o que sentia.
A caneca preta que trouxe do Rio, cheia de café, fazia um círculo marrom borrando sua mesa branca.
Forte e amargo. Tão amargo quanto sentia sua vida naquele momento.
Talvez o comodismo tenha deixado-a desse jeito, amarga.
De repente um vazio substancial ocupava parte de tudo.
Como pode? Um vazio ocupar um todo... Mas era essa a sensação.
E ficava se questionando: 'pra onde foram os sonhos que me nutria?'
Não mais se sentia tão viva quanto antes. Queria liberdade, e a tinha. Mas não do jeito que gostaria. Chegava até ser controverso. Porém, sua liberdade largada e solitária não preenchia seus desejos.
Sem saber a quem pedir socorro, chorou. Chorou lágrimas de desabafo numa solidão escondida. Sozinha. Queria fugir e ao mesmo tempo ficar.
Desesperada e presa naquela bolha momentânea, abriu e tomou uma garrafa de vinho para tentar anestesiar um pouco suas dores.
E entorpecida nas suas fraquezas, dormiu.
terça-feira, 3 de maio de 2016
Penumbra de ilusão
A inquestionável experiência de sentir o que não se sabe ao certo a causa.
Devaneios assombram a alma etérea, o coração aperta sem saber soltar.
O pulsar, num ritmo inquietante, torna tudo angustiante.
A penumbra chega junto com a noite e a solitude de uma mente vã...
Que vagueia, vagueia, vagueia e demora pra voltar.
Perdeu-se no tempo?
Devaneios assombram a alma etérea, o coração aperta sem saber soltar.
O pulsar, num ritmo inquietante, torna tudo angustiante.
A penumbra chega junto com a noite e a solitude de uma mente vã...
Que vagueia, vagueia, vagueia e demora pra voltar.
Perdeu-se no tempo?
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