quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Partes de um todo, 1.

Eu ainda me importo com as criancinhas da África.  Me emociono com essas coisas, pesadamente. Ainda faço doações sempre que possível. Ainda olho a lua todos os dias. Procuro espelhos, com um pouco de receio em perder uma face de juventude, confesso. Ainda ouço o barulho do mar, chuva e pássaros em sites da internet. Minha coleção de mantras aumentou. Fiquei triste quando perdi meu CD de aromas. Westlife ainda existe em minha playlist. Como todas as unhas quando estou nervosa, é. Isso não muda. O bom é que tenho ficado nervosa menos vezes - meus trigger points crônicos doem menos! Às vezes meu esmalte ainda fica na metade da unha por dias. Ah, meus dentes não ficam mais dormentes quando bebo, agora são as pontas dos dedos. Provavelmente tenho alguma complicação vascular. Cerveja ainda é preferência e Heineken continua no meu topo. Meu colesterol aumentou, mas agora consegui deixar na média. Tento deixar minha vida sedentária de lado. Passei a comer salada! Açaí também me encantou. Tomate, virou paixão. Fui conquistada pelo método Pilates e tiro disso algumas formas de filosofia de vida. Conexão corpo-mente me ajudou tanto, a fluidez... Outra paixão. Consegui mais alongamento de isquiotibiais, ê! Adorei uma área da fisioterapia em que vivia dizendo que iria odiar: ginecologia e obstetrícia. Pediatria e neurologia me fascinaram. Que honra um dia poder exercer esses meus "poderes" - espero ter competência. Perdi o "medo" de ser uma péssima motorista, agora eu vou de cara mesmo. Ainda durmo em qualquer lugar, principalmente lendo. Ainda uso all star, só que menos. Meu astigmatismo nem aumentou e minha visão hoje dói menos. Não troco as cordas do meu baixo há anos, mas ainda toco nele sempre que possível. Minhas experiências em relacionamentos amorosos mudaram, aumentaram.
E assim vai... Partes de mim continuam, partes se foram. E a essência, acredito que permanece, sempre.

"Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos..." (Freud)