"Em absoluto silêncio canto pra minha alma.
No meu peito explodem símbolos e tons.
Sugiro à minha mente que são coincidências; apenas momentos da vida em que queremos fazer parte do outro.
Fecho os olhos e vago por um universo completamente desconhecido, mas que ressoa como o meu. São cores.
Frio está o vórtice da esperança. Essa imensidão em que me permito aventurar tem o cheiro de entardecer no sertão. Seco, como o vento cortante, e implorando por água.
O som do mar, lá, ao fundo, é mudo.
No tom do ar há infindo sussurro.
Correnteza levando o passado pra outro presente. Vertigem dos calabouços marinhos, espiral de sons fluidos; armadilhas a que me entrego.
No instante preciso em que o tom de seus olhos notarem os agitados castanhos meus, não me diga nem um adeus. Então saberei que diante do caos existirá um porto mais agitado que meu barco poderá se destroçar.
Cantaria, eu, tons de sol e fá.
Seria de novo eu.
Seria, se quiseres, seu.
Como o som pro mar."
- gift.
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